Formas e Revelações, no MAB-Faap, faz sucinta revisão da produção de 15 artistas durante seis décadas do século 20.

De certa forma, uma revisão do modernismo brasileiro, compreendendo as décadas de 1910 – antes da Semana de 22 – e 1960, acontece naturalmente na mostra Formas e Revelações, que o Museu de Arte Brasileira (MAB) da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) acaba de inaugurar reunindo seleção de 74 pinturas e desenhos de seu acervo. A coleção da instituição, com cerca de três mil obras, tem sua maior força nas fases modernistas do Brasil, como diz a diretora do MAB, Maria Izabel Branco Ribeiro, com peças que volta e outra são requisitadas para empréstimo. “Fazia tempo que obras desse conjunto não eram exibidas no museu”, ela ainda complementa, destacando a oportunidade de se ver na mostra o quadro O Sapo (1928), de Tarsila, ou o carvão sobre papel Estudo para a Boba (1915/16), de Anita Malfatti, emblemático trabalho que se refere à fase expressionista da artista, estopim do famoso ataque de Monteiro Lobato contra exposição de Anita em 1917.

TARSILA DO AMARAL - O requisitado O Sapo, de 1928, de uma das principais fases de criação da artista.

É uma mostra sucinta, define a diretora do museu, mas que, de alguma maneira, ganha um caráter didático. Pela seleção das obras, feita pelo museólogo do MAB, José Luiz Alfonso, Formas e Revelações, única exposição que o museu vai dedicar este ano a peças de seu acervo, apresenta conjuntos de trabalhos de um mesmo artista (e são 15 criadores no total), realizados em diferentes períodos, perpassando, assim, percursos ecléticos em suas produções. “A análise do movimento modernista no Brasil indica que sua implantação foi processo no qual a Semana de 1922 foi um passo importante e não seu marco zero. A partir de meados da segunda década do século 20 diversas manifestações já apontavam desejos de ruptura com padrões tradicionais nas diversas artes”, define Maria Izabel.

Anita, por exemplo, tem sua fase mais expressionista e forte representada nas obras de antes de 1917 – no Estudo para a Boba e Homem das Sete Cores – e o recuo para um retrato mais retraído, como Dama de Azul, de 1925. Já nas obras de Cícero Dias e Alberto da Veiga Guignard, vê-se “a absorção da cultura popular”. Passa-se, ainda, por conjuntos de trabalhos de Lasar Segall, Pancetti, Di Cavalcanti, Ernesto De Fiori, Ismael Nery e Clóvis Graciano, por exemplo. Outro destaque da mostra são os desenhos que Portinari realizou na década de 1930, como estudos para seu mural sobre os ciclos econômicos.

 

Serviço

Formas e Revelações. MAB-Faap. Rua Alagoas, 903, tel. 3662-7198. 3.ª a 6.ª, 10 h/20 h; sáb. e dom., 13 h/17 h (fecha 2.ª). Grátis. Até 2/5

Fonte: O Estado de S. Paulo

 


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