A República Tcheca queria uma obra que retratasse a diversidade da Europa. David Cerny, porém, criou uma instalação que retrata cada país europeu usando seus piores estereótipos. E até o Brasil entrou no bolo…

“Dessa vez ele foi longe demais”, foi o que as autoridades da República Tcheca disseram sobre a instalação “Entropa”, encomendada ao artista plástico David Cerny para o salão principal do Conselho da União Européia em Bruxelas, na Bélgica.

A República Tcheca, que assumiu a presidência transitória da UE, queria apenas uma obra que retratasse a diversidade de culturas da Europa. David Cerny – artista que já causou polêmica quando, na década de 90, pintou de rosa-choque um tanque soviético num memorial da Segunda Guerra em uma praça de Praga – criou uma obra que retrata cada país europeu usando seus piores estereótipos.

Aí foi um tal de vampiros da Romênia, nazistas na Alemanha e futebol na Itália que não agradou nem um pouquinho aos outros governos europeus. Segundo o site da BBC, “Cerny afirmou que queria descobrir se a Europa consegue rir de si mesma”. Mas parece que retratar, por exemplo, a Bulgária como uma latrina foi um tremenda piada de mau gosto.

Como sempre tem um brasileiro nas grandes tragédias mundiais, nosso país faz parte da instalação: fomos retratados como um pedaço de carne crua sobre o mapa de Portugal, numa alusão à série de conquistas marítimas (e colonizações, e extermínios, e escravizações) que o país ibérico desenvolveu pelo mundo.

Veja algumas fotos.

França: um país em greve, em referência às constantes manifestações populares do país.

Romênia: um parque de diversões do Drácula.

Itália: um grande campo de futebol.

Alemanha: uma malha de grandes rodovias lembra a temida suástica nazista.

Polônia: o país do Papa João Paulo II tem padres erguendo uma bandeira do movimento gay.

Bulgária: uma latrina a céu aberto, em referência aos banheiros turcos ainda comuns no país.

Potugal: bifes em formato de países colonizados (incuindo nosso amado Brasil).

Além de toda essa polêmica, David Cerny ainda se envolveu num tremendo imbróglio com os contratantes da obra. Motivo: a negociação pedia que ele contratasse 26 artistas de diferentes países para compor uma grande instalação coletiva. No final, inventou nomes, forjou biografias, fez tudo sozinho e depois de ser desmascarado, pediu desculpas ao governo tcheco por haver mentido. Simples assim.

Fonte: http://www.patriciojr.com.br/na-arte-polemica-instalacao-entropa-ridiculariza-paises-europeus/


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